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Desde 1974

Aprova e regula o procedimento especial de acesso a dados de telecomunicações e Internet pelos oficiais de informações do Serviço de Informações de Segurança e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e procede à segunda alteração à Lei n.º 62/2013, de 26 de agosto (Lei da Organização do Sistema Judiciário)

Lei Orgânica n.º 4/2017

Votação

Votação final globalAprovado
A favor
Abstenção
Contra
Outras votações (2): generalidade, especialidade
GeneralidadeAprovado
A favor
Abstenção
Contra
GeneralidadeAprovado
Contra

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“Mais: consideramos que um cidadão português, que tenha também outra nacionalidade ou que adquira a outra nacionalidade, que pratique crimes de terrorismo e que seja condenado por tal deve perder a nacionalidade portuguesa.”

Telmo Correia (CDS)

O partido votou a favor

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“Tem-se verificado — e isto tem sido visível em especial nos últimos dias — um aumento de episódios de formas complexas e agressivas de ataque global no ciberespaço, materializadas nas incidências de formas específicas de cibercrime, que registam, cada vez mais, uma maior tendência de acréscimo e sofisticação não apenas em Portugal mas em todo o mundo.”

Fernando Negrão (PSD)

O partido votou a favor

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“Ora, a verdade é que, como todas as Sr.as Deputadas e todos os Srs. Deputados saberão, a Polícia Judiciária, enquanto polícia de investigação criminal, tem acesso aos dados sobre comunicações no âmbito de um processo criminal, exatamente como manda a Constituição.”

José Manuel Pureza (BE)

O partido votou contra

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“E, aliás, até me sinto razoavelmente confortável em relação a esta matéria, uma vez que, não obstante o Partido Socialista ter formulado bastantes dúvidas na aprovação do regime jurídico que o Tribunal Constitucional veio a declarar inconstitucional, pessoalmente, até votei contra esse regime jurídico, porque tinha as minhas sérias dúvidas sobre o regime anterior.”

Pedro Delgado Alves (PS)

O partido votou a favor

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“Tem o preconceito contra os imigrantes, no projeto de lei que determina a recusa de entrada e permanência em território nacional de todos os estrangeiros condenados pela prática do crime de terrorismo, sabendo o CDS que os dois pressupostos fundamentais são o de que a maior parte dos atentados terroristas cometidos na Europa foram-no não por estrangeiros mas por nacionais dos próprios territórios e o de que esta…”

Jorge Machado (PCP)

O partido votou contra

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Todas as intervenções (8)

“Mais: consideramos que um cidadão português, que tenha também outra nacionalidade ou que adquira a outra nacionalidade, que pratique crimes de terrorismo e que seja condenado por tal deve perder a nacionalidade portuguesa.”

Telmo Correia (CDS)

O partido votou a favor

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“Tem-se verificado — e isto tem sido visível em especial nos últimos dias — um aumento de episódios de formas complexas e agressivas de ataque global no ciberespaço, materializadas nas incidências de formas específicas de cibercrime, que registam, cada vez mais, uma maior tendência de acréscimo e sofisticação não apenas em Portugal mas em todo o mundo.”

Fernando Negrão (PSD)

O partido votou a favor

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“Aquilo que lhe pergunto, Sr.ª Ministra, é se, constitucionalmente, acha que foi feito o esforço necessário para ir ao encontro daquela que é a expectativa do Tribunal Constitucional.”

Fernando Negrão (PSD)

O partido votou a favor

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“E, aliás, até me sinto razoavelmente confortável em relação a esta matéria, uma vez que, não obstante o Partido Socialista ter formulado bastantes dúvidas na aprovação do regime jurídico que o Tribunal Constitucional veio a declarar inconstitucional, pessoalmente, até votei contra esse regime jurídico, porque tinha as minhas sérias dúvidas sobre o regime anterior.”

Pedro Delgado Alves (PS)

O partido votou a favor

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“Ora, a verdade é que, como todas as Sr.as Deputadas e todos os Srs. Deputados saberão, a Polícia Judiciária, enquanto polícia de investigação criminal, tem acesso aos dados sobre comunicações no âmbito de um processo criminal, exatamente como manda a Constituição.”

José Manuel Pureza (BE)

O partido votou contra

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“Tem o preconceito contra os imigrantes, no projeto de lei que determina a recusa de entrada e permanência em território nacional de todos os estrangeiros condenados pela prática do crime de terrorismo, sabendo o CDS que os dois pressupostos fundamentais são o de que a maior parte dos atentados terroristas cometidos na Europa foram-no não por estrangeiros mas por nacionais dos próprios territórios e o de que esta…”

Jorge Machado (PCP)

O partido votou contra

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“É o caso da permissão de acesso, dentro de estritos condicionalismos legais e judiciais, aos serviços de informações aos chamados «dados de tráfego» ou «metadados». Acesso a dados de tráfego, note-se, e nunca, em momento algum, ao conteúdo das comunicações e mesmo aquele acesso só é admissível no quadro da prevenção da espionagem e terrorismo.”

Filipe Neto Brandão (PS)

O partido votou a favor

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“Ora, precisamente o Tribunal Constitucional pronunciou-se sobre isso. Existe uma jurisprudência firmada há muito, em Portugal, que equipara o regime dos metadados ao regime propriamente dito das escutas telefónicas.”

António Filipe (PCP)

O partido votou contra

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Origem

  • Projeto de lein.º 480/XIII CDSAcesso a dados de tráfego, de localização ou outros dados conexos das comunicações por funcionários e agentes dos serviços de informações da República portuguesa
  • Proposta de lein.º 79/XIII XXI Governo ConstitucionalAprova o regime especial de acesso a dados de base e a dados de tráfego de comunicações eletrónicas pelo SIRP.

Sumário oficial

O título acima é o sumário oficial.

Texto integral no Diário da República

Fontes

  1. PrimáriaDiário da República: Lei Orgânica n.º 4/2017
  2. PrimáriaDados abertos do Parlamento: Diplomas aprovados, XIII Legislatura