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Aprova uma sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos sujeitos a IRS auferidos no ano de 2011, alterando o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro

Lei n.º 49/2011

Votação

Votação final globalAprovado
A favor
Outras votações (1): generalidade, especialidade
GeneralidadeAprovado
A favor

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“Medidas tão graves como a do imposto extraordinário, que o Governo apresenta, não podem ser medidas de prevenção, mas medidas de último recurso e quando estiverem esgotadas todas as alternativas.”

Sónia Fertuzinhos (PS)

O partido votou contra

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“Relativamente à fundamentação para a necessidade da aplicação desta sobretaxa extraordinária em sede de IRS, realço o facto de o Governo querer reforçar e acelerar o esforço da consolidação orçamental no sentido de, no final do presente ano, atingirmos um défice orçamental de 5,9%.”

Fernando Virgílio Macedo (PSD)

O partido votou a favor

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“Este imposto extraordinário é um rude golpe na economia: ataca os rendimentos de quem trabalha — trabalhadores dependentes, trabalhadores independentes, reformados, pensionistas, e até desempregados serão chamados a pagar este imposto — e tem efeitos na economia extremamente recessivos, particularmente no que toca às pequenas e médias empresas e ao pequeno comércio.”

Pedro Filipe Soares (BE)

O partido votou contra

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“Sr. Ministro, a propósito deste imposto, ou seja, a propósito do saque correspondente a 50% do subsídio de Natal, o senhor insistiu em dois conceitos: equidade fiscal e universalidade.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“Sejamos claros — e o Sr. Ministro tem sido claro, tão claro que parece incomodar a oposição — em relação a esta matéria. A medida que o Sr. Ministro e o Governo hoje aqui apresentam é difícil e, certamente, irá afectar o rendimento de muitos portugueses.”

Nuno Magalhães (CDS)

O partido votou a favor

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Todas as intervenções (10)

“Relativamente à fundamentação para a necessidade da aplicação desta sobretaxa extraordinária em sede de IRS, realço o facto de o Governo querer reforçar e acelerar o esforço da consolidação orçamental no sentido de, no final do presente ano, atingirmos um défice orçamental de 5,9%.”

Fernando Virgílio Macedo (PSD)

O partido votou a favor

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“Medidas tão graves como a do imposto extraordinário, que o Governo apresenta, não podem ser medidas de prevenção, mas medidas de último recurso e quando estiverem esgotadas todas as alternativas.”

Sónia Fertuzinhos (PS)

O partido votou contra

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“Sejamos claros — e o Sr. Ministro tem sido claro, tão claro que parece incomodar a oposição — em relação a esta matéria. A medida que o Sr. Ministro e o Governo hoje aqui apresentam é difícil e, certamente, irá afectar o rendimento de muitos portugueses.”

Nuno Magalhães (CDS)

O partido votou a favor

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“Este imposto extraordinário é um rude golpe na economia: ataca os rendimentos de quem trabalha — trabalhadores dependentes, trabalhadores independentes, reformados, pensionistas, e até desempregados serão chamados a pagar este imposto — e tem efeitos na economia extremamente recessivos, particularmente no que toca às pequenas e médias empresas e ao pequeno comércio.”

Pedro Filipe Soares (BE)

O partido votou contra

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“Sr. Ministro, a propósito deste imposto, ou seja, a propósito do saque correspondente a 50% do subsídio de Natal, o senhor insistiu em dois conceitos: equidade fiscal e universalidade.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“Discutimos hoje a proposta de lei do Governo de criação da sobretaxa extraordinária em IRS, que cortará aos portugueses 50% do subsídio de Natal, acima do salário mínimo. Esta proposta de lei surge como a primeira marca desta governação PSD e CDS e desta Legislatura.”

Pedro Jesus Marques (PS)

O partido votou contra

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“Esta medida mantém princípios de equidade, salvaguarda os menores rendimentos, reproduz o padrão de progressividade do IRS, salvaguarda os instrumentos de poupança. Esta medida tem um carácter excepcional.”

Duarte Pacheco (PSD)

O partido votou a favor

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“Compreendemos perfeitamente que tenha alguns problemas de consciência em admitir que os mais ricos vão ficar isentos deste imposto extraordinário, mas a clareza do debate força-nos a deixar essa afirmação bem expressa hoje, aqui, para que não nos enganemos sobre o que estamos a falar.”

Catarina Martins (BE)

O partido votou contra

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“O Sr. Ministro apresenta este imposto preventivo extraordinário falando de equidade e de universalidade. Desafiei-o a explicar os conceitos, e o senhor também não o fez. O Sr. Ministro — passe a expressão — não começa bem.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“Desde logo, o facto (é verdade) de contrariar o código genético — não temos qualquer problema em dizê-lo — daquilo que é defendido pelo CDS em matéria de política fiscal. A honestidade intelectual no debate é uma característica importante do mesmo e, se a tivermos, maior credibilidade temos para poder explicar por que razão, numa circunstância excepcional, é necessário tomar uma medida destas.”

João Pinho de Almeida (CDS)

O partido votou a favor

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Origem

  • Proposta de lein.º 1/XII XIX Governo ConstitucionalAprova uma sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos sujeitos a IRS auferidos no ano de 2011 alterando o Código do Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro.

Sumário oficial

O título acima é o sumário oficial.

Texto integral no Diário da República

Fontes

  1. PrimáriaDiário da República: Lei n.º 49/2011
  2. PrimáriaDados abertos do Parlamento: Diplomas aprovados, XII Legislatura