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Desde 1974

Procede à segunda alteração à Lei do Orçamento do Estado para 2011, aprovada pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro, altera o Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro, e o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI) e procede à primeira alteração do Decreto-Lei n.º 137/2010, de 28 de Dezembro, que aprova um conjunto de medidas adicionais de redução de despesa com vista à consolidação orçamental prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2010-2013

Lei n.º 60-A/2011

Votação

Votação final globalAprovado
A favor
Abstenção
Contra
Outras votações (1): generalidade, especialidade
GeneralidadeAprovado
A favor
Abstenção
Contra

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“Para alcançar o objectivo do défice incluído no Memorando. Isso é dito inequivocamente pelos 5,9% de défice para este ano. Há, no entanto, um tabu essencial neste debate, pelo que lhe pergunto, clara e directamente, qual é o valor que o Governo prevê com o encaixe dos fundos de pensões da banca para este ano, quais os encargos e qual a taxa de esforço.”

Pedro Filipe Soares (BE)

O partido votou contra

Diário da AR · Vídeo

“Este texto foi lido por V. Ex.ª no dia 12 de Agosto passado e, num dos últimos parágrafos, pode ler-se o seguinte: «Por fim, uma das medidas de consolidação orçamental previstas no Memorando será antecipada de 2012 para o último trimestre de 2011» — estou a referir-me ao aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“O tempo continua a correr, as notícias que temos são as de que estamos numa fase muito técnica — foi o que disse, ontem, o Sr. Secretário de Estado da Administração Pública —, reforçaram-se as necessidades, de acordo com a avaliação do vosso Governo, em 60% num único mês, porque optaram por não cobrar as receitas não fiscais e, portanto, aumentaram em 60% as necessidades dos fundos de pensões da banca e a verdade,…”

Pedro Jesus Marques (PS)

O partido votou abstenção

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“O Governo trouxe a esta Câmara a segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2011. Esta alteração aparece num contexto especial.”

Duarte Pacheco (PSD)

O partido votou a favor

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“Nesse mesmo debate, muito se falou de equidade fiscal e assistimos, repetidamente, ao discurso da esquerda, que pretendeu fazer crer na ausência de equidade fiscal na distribuição dos sacrifícios.”

Vera Rodrigues (CDS)

O partido votou a favor

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Todas as intervenções (19)

“O tempo continua a correr, as notícias que temos são as de que estamos numa fase muito técnica — foi o que disse, ontem, o Sr. Secretário de Estado da Administração Pública —, reforçaram-se as necessidades, de acordo com a avaliação do vosso Governo, em 60% num único mês, porque optaram por não cobrar as receitas não fiscais e, portanto, aumentaram em 60% as necessidades dos fundos de pensões da banca e a verdade,…”

Pedro Jesus Marques (PS)

O partido votou abstenção

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“O Governo trouxe a esta Câmara a segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2011. Esta alteração aparece num contexto especial.”

Duarte Pacheco (PSD)

O partido votou a favor

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“Este texto foi lido por V. Ex.ª no dia 12 de Agosto passado e, num dos últimos parágrafos, pode ler-se o seguinte: «Por fim, uma das medidas de consolidação orçamental previstas no Memorando será antecipada de 2012 para o último trimestre de 2011» — estou a referir-me ao aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“Para alcançar o objectivo do défice incluído no Memorando. Isso é dito inequivocamente pelos 5,9% de défice para este ano. Há, no entanto, um tabu essencial neste debate, pelo que lhe pergunto, clara e directamente, qual é o valor que o Governo prevê com o encaixe dos fundos de pensões da banca para este ano, quais os encargos e qual a taxa de esforço.”

Pedro Filipe Soares (BE)

O partido votou contra

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“Nesse mesmo debate, muito se falou de equidade fiscal e assistimos, repetidamente, ao discurso da esquerda, que pretendeu fazer crer na ausência de equidade fiscal na distribuição dos sacrifícios.”

Vera Rodrigues (CDS)

O partido votou a favor

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“Sim, Sr. Presidente. O Sr. Ministro das Finanças, logo no início do debate, disse que iria abandonar os trabalhos porque teria outras tarefas, provavelmente mais importantes do que o Orçamento rectificativo.”

Pedro Nuno Santos (PS)

O partido votou abstenção

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“Inscrevi-me para fazer uma pergunta ao Ministro, anunciei que ia fazer uma pergunta ao Ministro! Inscrevi-me para fazer uma pergunta ao Ministro e, depois dessa inscrição, o Ministro abandonou a Sala!”

João Galamba (PS)

O partido votou abstenção

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“No debate do Programa do Governo, num dia 15, há cerca de dois meses, o Sr. Ministro das Finanças anunciou com pompa e circunstância que iria apresentar um segundo Orçamento rectificativo, onde todas as malvadezas do desvio orçamental do primeiro semestre seriam provadas.”

João Galamba (PS)

O partido votou abstenção

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“Há seis meses e meio, escrevia a imprensa, citando fonte do Ministério das Finanças: «O Governo não tem, neste momento, dinheiro para pagar, até final de Junho, os salários, o subsídio de férias e as pensões de reforma dos funcionários públicos.”

Nuno Reis (PSD)

O partido votou a favor

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“Quanto maior for o valor da dívida pública mais impostos os portugueses vão pagar no futuro, não tenhamos dúvidas!! Neste quadro, ou Portugal inverte esta tendência ou, então, como diz o nosso povo, «cava a sua própria sepultura»!”

Paulo Batista Santos (PSD)

O partido votou a favor

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“º do Orçamento rectificativo, que introduz uma norma segundo a qual a participação variável de 5% no IRS a favor das autarquias locais nas regiões autónomas é deduzida à receita de IRS cobrada na respectiva região autónoma, norma que se encontra inscrita também no Orçamento do Estado para 2012.”

Paulo Sá (PCP)

O partido votou contra

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“O senhor pediu clarificação política. Vamos, pois, tentar mais um exercício de clarificação política. Se eu disser alguma mentira, corrija-me. O desvio previsto para 2011, no relatório apresentado pelo Governo, é de 3400 milhões de euros.”

Pedro Nuno Santos (PS)

O partido votou abstenção

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“Tivemos esta tarde uma «visita de cortesia» do Sr. Ministro das Finanças, mas que não teve, sequer, a cortesia de dizer por que teria de se ausentar. O que percebemos foi que não veio cá para discutir o Orçamento rectificativo.”

Pedro Filipe Soares (BE)

O partido votou contra

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“Mais: ficámos também a saber que, a partir do próximo ano, os trabalhadores, os funcionários públicos e os reformados, a quem tiram os subsídios de Natal e de férias e a quem vão aumentar de forma brutal o IRS, e os pequenos empresários, a quem tudo prometem e a quem também tudo tiram, vão pagar, pelo menos, 300 milhões de euros de juros por ano com o «buraco» do BPN.”

Honório Novo (PCP)

O partido votou contra

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“Aliás, não se percebe muito bem como é que ouvimos algumas das coisas que ouvimos aqui, hoje, da parte do Partido Socialista, quando nós, quando chegarmos à análise das contas deste ano, iremos verificar — e di-lo também a UTAO, na análise ao Orçamento rectificativo — que as operações temporárias e extraordinárias que estão neste Orçamento rectificativo, nomeadamente a transferência de fundos de pensões, a receita…”

Michael Seufert (CDS)

O partido votou a favor

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“Devo dizer que tenho muitas dúvidas que este Governo mantivesse o seu discurso sobre os montantes do desvio — que já mudou muitas vezes, é verdade, apesar de nunca ter mudado para baixo — se tivesse os dados da execução orçamental de Setembro, que não têm nada a ver, porque a melhoria que aconteceu em Setembro deveu-se a uma receita de IRC no valor de 800 milhões de euros.”

Pedro Jesus Marques (PS)

O partido votou abstenção

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“Ao terminar este debate, o Partido Socialista demonstra que facilmente cai naquela que foi a sua tradição dos últimos anos, ou seja, fugir da realidade, criar uma realidade que só ele vê e, depois, jurar a pés juntos que essa realidade, que só ele vê, é a realidade em que o País está!”

Duarte Pacheco (PSD)

O partido votou a favor

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“Permitam-me dizer que sei que não devemos repetir comportamentos. Sei que o facto de a Sr.ª Deputada Gabriela Canavilhas, há pouco tempo, ter utilizado a expressão que utilizei em relação a um colega meu de bancada não ofendeu o Partido Socialista, o que significa que os senhores têm duplicidade de critérios.”

Duarte Pacheco (PSD)

O partido votou a favor

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“Estamos a terminar o debate relativo a um orçamento rectificativo, tendo havido, quanto às alterações que se pretendem fazer, dentro do possível, um debate esclarecedor. O Governo deu, em plenitude, explicações sobre a necessidade e a pertinência destas alterações ao Orçamento.”

João Pinho de Almeida (CDS)

O partido votou a favor

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Origem

  • Proposta de lein.º 26/XII XIX Governo ConstitucionalProcede à segunda alteração à Lei do Orçamento do Estado para 2011, aprovada pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro

Sumário oficial

O título acima é o sumário oficial.

Texto integral no Diário da República

Fontes

  1. PrimáriaDiário da República: Lei n.º 60-A/2011
  2. PrimáriaDados abertos do Parlamento: Diplomas aprovados, XII Legislatura