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Desde 1974

Chumbado a 12 de março de 2010

Altera o Código do Trabalho, no sentido da humanização dos horários de trabalho.

Projeto de lei n.º 117/XI

Proposto por BE · entrada a 22 de dezembro de 2009

Votação

GeneralidadeRejeitado
A favor
Contra

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“Já muito se tem falado nesta Câmara de tantas bandeiras eleitorais deste Partido Socialista que foram prometidas e não cumpridas, como é o caso do combate à precariedade laboral.”

Carla Barros (PSD)

O partido votou contra

Diário da AR

“Sr. Deputado, como sabe, nesta bancada entendemos que a matéria da adaptabilidade e da flexibilidade da legislação laboral é essencial para o desenvolvimento económico do País. Ora, tenho a noção que há uma visão muito diferente do que é o mundo visto pelo CDS e visto pelo PCP.”

Pedro Mota Soares (CDS)

O partido votou contra

Diário da AR

“Infelizmente, o PS está manchado pelos principais retrocessos no que diz respeito à legislação laboral. Foi assim no contrato de trabalho a termo e foi-o agora, muito recentemente, com o Código de Trabalho e o contrato de trabalho intermitente.”

Jorge Machado (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“O Bloco de Esquerda converge com o Partido Comunista Português na defesa dos direitos do trabalho e contra este aliado do incremento da exploração patronal que tem sido o Código do Trabalho, aliás, uma continuidade e um desenvolvimento negativo do Código do Trabalho anterior, aprovado pelos partidos da maioria de direita, PSD e CDS-PP.”

Luís Fazenda (BE)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Sendo uma das componentes do actual Código de Trabalho a negociação colectiva e o diálogo e, consequentemente, a intervenção da estruturas dos trabalhadores (as comissões de trabalhadores, as comissões sindicais de empresa, os sindicatos, as estruturas de proximidade que representam estas estruturas), quer ainda o PCP passar um atestado de ineficácia à intervenção destas estruturas?”

Mário Mourão (PS)

O partido votou contra

Diário da AR

Todas as intervenções (18)

“Infelizmente, o PS está manchado pelos principais retrocessos no que diz respeito à legislação laboral. Foi assim no contrato de trabalho a termo e foi-o agora, muito recentemente, com o Código de Trabalho e o contrato de trabalho intermitente.”

Jorge Machado (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“O Bloco de Esquerda converge com o Partido Comunista Português na defesa dos direitos do trabalho e contra este aliado do incremento da exploração patronal que tem sido o Código do Trabalho, aliás, uma continuidade e um desenvolvimento negativo do Código do Trabalho anterior, aprovado pelos partidos da maioria de direita, PSD e CDS-PP.”

Luís Fazenda (BE)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Já muito se tem falado nesta Câmara de tantas bandeiras eleitorais deste Partido Socialista que foram prometidas e não cumpridas, como é o caso do combate à precariedade laboral.”

Carla Barros (PSD)

O partido votou contra

Diário da AR

“Sendo uma das componentes do actual Código de Trabalho a negociação colectiva e o diálogo e, consequentemente, a intervenção da estruturas dos trabalhadores (as comissões de trabalhadores, as comissões sindicais de empresa, os sindicatos, as estruturas de proximidade que representam estas estruturas), quer ainda o PCP passar um atestado de ineficácia à intervenção destas estruturas?”

Mário Mourão (PS)

O partido votou contra

Diário da AR

“O regime de adaptabilidade da duração do tempo de trabalho consagrado no Código de Trabalho é um instrumento decisivo para a competitividade da economia portuguesa, sendo por isso do interesse de todas as partes, isto é, do interesse das empresas, dos trabalhadores e do País.”

João Paulo Pedrosa (PS)

O partido votou contra

Diário da AR

“Sr. Deputado, como sabe, nesta bancada entendemos que a matéria da adaptabilidade e da flexibilidade da legislação laboral é essencial para o desenvolvimento económico do País. Ora, tenho a noção que há uma visão muito diferente do que é o mundo visto pelo CDS e visto pelo PCP.”

Pedro Mota Soares (CDS)

O partido votou contra

Diário da AR

“Passados 86 anos e depois de várias revoluções sociais e tecnológicas, os milhares e milhares de homens e mulheres que pagaram com sangue, suor e lágrimas esta tão importante conquista estavam certamente longe de imaginar que haveria de existir um Código do Trabalho que permitiria trabalhar 60 horas por semana.”

Mariana Aiveca (BE)

O partido votou a favor

Diário da AR

“20 | I Série - Número: 024 | 22 de Janeiro de 2010 Este presente Código do Trabalho prevê uma gestão do tempo que permite a conciliação entre a vida pessoal, profissional e familiar do trabalhador, permitindo, a par disto e também no interesse do trabalhador, às empresas ser mais competitivas.”

Anabela Freitas (PS)

O partido votou contra

Diário da AR

“«Pela boca morre o peixe» e, na verdade, o Sr. Deputado do PS falou na possibilidade de trabalho não remunerado e disse que nem via mal nisso», porque o facto de os trabalhadores «trabalharem para aquecer« e sem verem o resultado concreto desse seu trabalho cabe nos parâmetros de modernidade deste PS»!”

Rita Rato (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“O Código do Trabalho é apenas mais uma questão que demonstra como o PS, dito de esquerda, é um a fazer promessas e é outro, bem diferente, quando é chamado a cumpri-las. O PS diabolizou o Código do Trabalho aprovado em 2004, até com um radicalismo superior ao do PCP e ao do BE, prometendo então alterá-lo em benefício do trabalhador.”

Arménio Santos (PSD)

O partido votou contra

Diário da AR

“A saúde e a segurança dos trabalhadores constituem também um direito que os governos PS, PSD e CDS não salvaguardam. O acréscimo do horário de trabalho, com jornadas superiores às 8 horas, coloca em causa a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e aumenta os riscos de doenças e de acidentes de trabalho em 61%, porque avoluma os níveis de fadiga.”

Paula Santos (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Entendemos que as relações laborais devem ser livremente negociadas entre empregadores e trabalhadores, que é quem está mais directamente interessado em regular os seus interesses e em defendêlos.”

Artur Rêgo (CDS)

O partido votou contra

Diário da AR

“E o maior fracasso foi sem dúvida a medida da redução de três pontos percentuais das contribuições para a segurança social a cargo do empregador, em micro e pequenas empresas, para trabalhadores com mais de 45 anos.”

Carla Rodrigues (PSD)

O partido votou contra

Diário da AR

“Já aqui foi claramente explicado que a proposta de desregulamentação do horário de trabalho não diz respeito a uma questão de competitividade da nossa economia, mas, sim, de aumentar a exploração dos trabalhadores.”

Jorge Machado (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Este debate convoca-nos a todos a pensar um pouco sobre o que, hoje, são regras essenciais do nosso Código Laboral, do nosso mundo do trabalho e sobre a necessidade que todos temos, enquanto sociedade, de, cada vez mais, conseguirmos introduzir regras de flexibilidade, de adaptabilidade no nosso mercado de trabalho, mas fazê-lo sempre com um princípio, que é o da paz social, o da negociação colectiva, o de…”

Pedro Mota Soares (CDS)

O partido votou contra

Diário da AR

“No fundo, a questão que está presente neste debate é a de saber onde é que cada força política traça a linha de defesa dos direitos dos trabalhadores e como é que se posiciona perante a dicotomia entre o trabalho e o capital, entre o empregador e o empregado.”

Bernardino Soares (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Bagão Félix, quando observou as primeiras provas do Código do Trabalho do Partido Socialista exclamou: «Este Código »« — o novo — «» está á direita do meu«.”

Luís Fazenda (BE)

O partido votou a favor

Diário da AR

“Mas mais: eles sabem que o Código do Trabalho veio atempadamente, e bem, evitar uma efectiva desregulação na questão da adaptabilidade, porque há cláusulas contratuais, negociadas antes da entrada em vigor do Código, que são hoje nulas por força das baias que o Código introduziu na questão da adaptabilidade.”

Jorge Strecht (PS)

O partido votou contra

Diário da AR

Fontes

Texto e processo no parlamento.pt

Votações e intervenções dos dados abertos da Assembleia da República e do Diário da AR.