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Desde 1974

Chumbado a 28 de fevereiro de 2025

Garante o pleno reconhecimento dos direitos laborais e maior proteção social aos trabalhadores contratados ao abrigo do contrato de serviço doméstico

Projeto de lei n.º 512/XVI

Proposto por PCP · entrada a 6 de fevereiro de 2025

Votação

GeneralidadeRejeitado
Abstenção
Contra
Votos de deputados não inscritos (1)

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“É tempo de reconhecer aos trabalhadores do serviço doméstico a plenitude dos direitos laborais com a aplicação do regime geral do contrato de trabalho, ainda que introduzindo no Código do Trabalho regras específicas, justificadas em razão da natureza desta atividade, e não para os manter segregados.”

Alfredo Maia (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR · Vídeo

“Estamos a falar de trabalhadores essenciais, muitas vezes considerados parte da família, que garantem cuidados, higiene e organização em milhares de casas e que, obviamente, merecem direitos e condições justas.”

Rodrigo Saraiva (IL)

O partido votou contra

Diário da AR · Vídeo

“Agradecemos, por isso, ao Bloco o agendamento desta temática, que nos permite trazer duas iniciativas muito concretas, quer para a situação do trabalho doméstico em caso de separação ou divórcio, quer para o reforço da proteção social dos trabalhadores e das trabalhadoras domésticas.”

Inês de Sousa Real (PAN)

O partido votou a favor

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“Têm sido passos na direção certa, mas ainda há caminho para garantir a dignidade laboral. A última caracterização nacional, de 2022, indicava que 98,2 % das cerca de 63 000 pessoas com contribuições pagas à data eram mulheres.”

Isabel Mendes Lopes (Livre)

O partido votou a favor

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“De facto, o Projeto de Lei n.º 523/XVI/1.ª aborda um tema que não é novo, mas contribui para dar visibilidade e valorização ao trabalho doméstico não remunerado, ainda maioritariamente exercido pelas mulheres que, por via deste papel, trabalham mais no mercado de trabalho e também nas lides domésticas.”

Patrícia Faro (PS)

O partido votou abstenção

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“Fiquei perplexo quando percebi que o Bloco de Esquerda, sim, o Bloco de Esquerda, agendou um debate sobre direitos e proteção social dos trabalhadores. E dizem os Srs. Deputados do Bloco de Esquerda que querem propor a equivalência da proteção social dos trabalhadores domésticos aos trabalhadores por conta de outrem.”

Paulo Núncio (CDS)

O partido votou contra

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“Contudo, a realidade que estes trabalhadores enfrentam é marcada pela precariedade. Infelizmente, na sua maioria são mulheres que ficam, mais uma vez, esquecidas e sem defesa. Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje, aqui e agora, teremos de desmascarar uma mentira política e uma narrativa de fraude que se arrasta há décadas.”

Felicidade Vital (Chega)

O partido votou a favor

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“Sobre os trabalhadores que prestam serviço doméstico, reconhecemos a importância do tema, mas não com legislação à pressa, alterando o Código do Trabalho, fazendo mais um remendo.”

Paulo Edson Cunha (PSD)

O partido votou contra

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“Até hoje, o serviço doméstico está enquadrado por uma lei à margem do Código do Trabalho e, sobretudo, por um regime de segurança social com muito menos direitos que o regime geral.”

Isabel Pires (BE)

O partido votou a favor

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Todas as intervenções (18)

“Até hoje, o serviço doméstico está enquadrado por uma lei à margem do Código do Trabalho e, sobretudo, por um regime de segurança social com muito menos direitos que o regime geral.”

Isabel Pires (BE)

O partido votou a favor

Diário da AR · Vídeo

“É tempo de reconhecer aos trabalhadores do serviço doméstico a plenitude dos direitos laborais com a aplicação do regime geral do contrato de trabalho, ainda que introduzindo no Código do Trabalho regras específicas, justificadas em razão da natureza desta atividade, e não para os manter segregados.”

Alfredo Maia (PCP)

O partido votou a favor

Diário da AR · Vídeo

“Estamos a falar de trabalhadores essenciais, muitas vezes considerados parte da família, que garantem cuidados, higiene e organização em milhares de casas e que, obviamente, merecem direitos e condições justas.”

Rodrigo Saraiva (IL)

O partido votou contra

Diário da AR · Vídeo

“Agradecemos, por isso, ao Bloco o agendamento desta temática, que nos permite trazer duas iniciativas muito concretas, quer para a situação do trabalho doméstico em caso de separação ou divórcio, quer para o reforço da proteção social dos trabalhadores e das trabalhadoras domésticas.”

Inês de Sousa Real (PAN)

O partido votou a favor

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“De facto, o Projeto de Lei n.º 523/XVI/1.ª aborda um tema que não é novo, mas contribui para dar visibilidade e valorização ao trabalho doméstico não remunerado, ainda maioritariamente exercido pelas mulheres que, por via deste papel, trabalham mais no mercado de trabalho e também nas lides domésticas.”

Patrícia Faro (PS)

O partido votou abstenção

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“Agradeço a questão que foi colocada, tendo até em conta este caso recente em que teve de haver recurso para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Efetivamente, há uma necessidade de clarificar a legislação, em particular quanto aos critérios da própria atribuição desta compensação.”

Inês de Sousa Real (PAN)

O partido votou a favor

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“Têm sido passos na direção certa, mas ainda há caminho para garantir a dignidade laboral. A última caracterização nacional, de 2022, indicava que 98,2 % das cerca de 63 000 pessoas com contribuições pagas à data eram mulheres.”

Isabel Mendes Lopes (Livre)

O partido votou a favor

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“Sobre os trabalhadores que prestam serviço doméstico, reconhecemos a importância do tema, mas não com legislação à pressa, alterando o Código do Trabalho, fazendo mais um remendo.”

Paulo Edson Cunha (PSD)

O partido votou contra

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“Mas aproveito para dizer que os trabalhadores, e principalmente as trabalhadoras do serviço doméstico, continuam com uma grande desproteção social. E, portanto, é papel da Assembleia da República garantir todas as formas de proteção social a estas trabalhadoras,…”

Isabel Mendes Lopes (Livre)

O partido votou a favor

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“Ao longo dos anos e pelas suas especificidades, tem sido abrangido e regulado pela legislação especial, num regime que nem sempre tem acompanhado todas as melhorias e progressos em termos de proteção dos trabalhadores.”

Ana Bernardo (PS)

O partido votou abstenção

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“Nós achamos que, de facto, aquilo que está vertido no projeto de resolução do Partido Socialista tem a sua relevância, a ação inspetiva é sempre importante, mas, infelizmente, não é isso que vai dar a estas mulheres — falamos de mais de 90 % de mulheres — a proteção na doença ou no desemprego.”

Isabel Pires (BE)

O partido votou a favor

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“A vontade de dar continuidade ao caminho iniciado pelo Partido Socialista; a vontade de garantir mais direitos, mais dignidade laboral, mais combate à precariedade, maior valorização de rendimentos e uma melhor proteção social para estes trabalhadores do serviço doméstico.”

Ana Bernardo (PS)

O partido votou abstenção

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“Fiquei perplexo quando percebi que o Bloco de Esquerda, sim, o Bloco de Esquerda, agendou um debate sobre direitos e proteção social dos trabalhadores. E dizem os Srs. Deputados do Bloco de Esquerda que querem propor a equivalência da proteção social dos trabalhadores domésticos aos trabalhadores por conta de outrem.”

Paulo Núncio (CDS)

O partido votou contra

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“Contudo, a realidade que estes trabalhadores enfrentam é marcada pela precariedade. Infelizmente, na sua maioria são mulheres que ficam, mais uma vez, esquecidas e sem defesa. Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje, aqui e agora, teremos de desmascarar uma mentira política e uma narrativa de fraude que se arrasta há décadas.”

Felicidade Vital (Chega)

O partido votou a favor

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“O Grupo Parlamentar do PSD e o Governo da República valorizam e reconhecem a dignidade de todos os trabalhadores, de todas as profissões, e a importância do trabalho nas sociedades modernas e no desenvolvimento humano.”

Sónia Ramos (PSD)

O partido votou contra

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“Esses trabalhadores domésticos são, em grande parte, já de idade avançada e buscam uma atividade para complementar sua renda, por força dos baixos rendimentos e pensões, que não permitem que tenham uma vida minimamente digna.”

Manuel Magno (Chega)

O partido votou a favor

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“Eu agradeço ao Sr. Deputado Manuel Magno a pergunta sobre o grupo de trabalho, mas pareceu-me ter percebido que ela era dirigida ao PS. Eu julgo que sim, eu julgo que sim. De todo modo, nós agradecemos a oportunidade de reforçar o trabalho do Governo da República.”

Sónia Ramos (PSD)

O partido votou contra

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“Que vivem, neste momento, em Portugal numa espécie de limbo laboral, num mundo laboral à parte, sem razão absolutamente nenhuma. Nos dados mais recentes, 91 % não têm acesso ao subsídio de desemprego e, portanto, também não têm proteção na doença e têm reformas muito baixas.”

Isabel Pires (BE)

O partido votou a favor

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Fontes

Texto e processo no parlamento.pt

Votações e intervenções dos dados abertos da Assembleia da República e do Diário da AR.