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Desde 1974

Chumbado a 20 de fevereiro de 2026

Confere ao Ministério Público e aos órgãos de polícia criminal o poder para determinarem medidas de interdição urgentes ao denunciado pela prática de crime de violência doméstica

Projeto de lei n.º 433/XVII

Proposto por Chega · entrada a 13 de fevereiro de 2026

Votação

GeneralidadeRejeitado
Abstenção
Contra

No debate

O que disse cada partido, em excertos literais do Diário da Assembleia da República.

“Na verdade, subsiste um fosso entre o volume de denúncias e a efetiva punição, o que gera um sentimento de impunidade e de injustiça.”

Paula Santos (PCP)

O partido votou abstenção

Diário da AR · Vídeo

“E é por isso mesmo que precisamos de começar pelos nomes, porque quando falamos em violência doméstica corremos o risco de transformar isso num mero conceito, quando na verdade é violência, medo, ausência de justiça.”

Inês de Sousa Real (PAN)

O partido votou a favor

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“Por isso mesmo, os nossos tribunais não podem ser um calvário. Entre marido e mulher, a justiça tem de meter a colher quando se trata de agressões, e é por isso que as declarações para memória futura são um passo fundamental para não se voltar a expor a vítima ao que sofreu.”

Angélique Da Teresa (IL)

O partido votou contra

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“O relatório de 2025 do GREVIO é claro ao apontar falhas graves a Portugal: identifica respostas desadequadas, penas brandas e uma tendência persistente para valorizar uma suposta unidade familiar, muitas vezes com atitudes patriarcais dos magistrados — lamentáveis!”

Felicidade Vital (Chega)

O partido votou a favor

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“Estamos hoje perante um conjunto de propostas que tocam no coração daquilo que deve ser a nossa prioridade enquanto legisladores: a defesa das vítimas da violência doméstica e a credibilidade da justiça.”

Filipe Sousa (JPP)

O partido votou a favor

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“A violência doméstica é o crime que mais mata em Portugal, que humilha e deixa marcas físicas e psicológicas profundas e irreparáveis nas suas vítimas. A crueldade deste crime revela-se ainda mais porque é justamente em contextos de intimidade, onde deviam estar a ser protegidas, que as pessoas são agredidas.”

Elza Pais (PS)

O partido votou contra

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“Sabemos que a violência doméstica é dos crimes que mais mata em Portugal e, antes de matar, infelizmente, destrói a autoestima, isola, condiciona decisões, normaliza o medo.”

Eva Brás Pinho (PSD)

O partido votou abstenção

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“E, portanto, quer no Código de Processo Penal, quer no regime jurídico da prevenção da violência doméstica, quer no Estatuto da Vítima, o que se faz é, por um lado, privilegiar declarações que são feitas e a sua utilização para memória futura; por outro lado, não permitir que as crianças possam ser substituídas pelos seus representantes legais e, assim também, reduzir a possibilidade que tenham de se defender, ainda…”

João Pinho de Almeida (CDS)

O partido votou abstenção

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“E é também justo dizer que nos últimos anos muito se fez em termos de investimento, de novas respostas, de modernização da legislação penal. E saudamos por isso esta iniciativa do Governo, que prevê vários avanços, nomeadamente relativamente à participação de crianças neste tipo de processos, à introdução de declarações para memória futura e à participação apoiada por uma pessoa técnica especializada.”

Paulo Muacho (Livre)

O partido votou abstenção

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“O desafio do combate aos crimes sexuais e à violência doméstica é grande. Estes crimes não dependem da riqueza produzida numa sociedade nem da sua distribuição, daí a complexidade.”

Fabian Figueiredo (BE)

O partido votou abstenção

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Todas as intervenções (13)

“Na verdade, subsiste um fosso entre o volume de denúncias e a efetiva punição, o que gera um sentimento de impunidade e de injustiça.”

Paula Santos (PCP)

O partido votou abstenção

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“E é por isso mesmo que precisamos de começar pelos nomes, porque quando falamos em violência doméstica corremos o risco de transformar isso num mero conceito, quando na verdade é violência, medo, ausência de justiça.”

Inês de Sousa Real (PAN)

O partido votou a favor

Diário da AR · Vídeo

“Por isso mesmo, os nossos tribunais não podem ser um calvário. Entre marido e mulher, a justiça tem de meter a colher quando se trata de agressões, e é por isso que as declarações para memória futura são um passo fundamental para não se voltar a expor a vítima ao que sofreu.”

Angélique Da Teresa (IL)

O partido votou contra

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“O relatório de 2025 do GREVIO é claro ao apontar falhas graves a Portugal: identifica respostas desadequadas, penas brandas e uma tendência persistente para valorizar uma suposta unidade familiar, muitas vezes com atitudes patriarcais dos magistrados — lamentáveis!”

Felicidade Vital (Chega)

O partido votou a favor

Diário da AR · Vídeo

“A violência doméstica é o crime que mais mata em Portugal, que humilha e deixa marcas físicas e psicológicas profundas e irreparáveis nas suas vítimas. A crueldade deste crime revela-se ainda mais porque é justamente em contextos de intimidade, onde deviam estar a ser protegidas, que as pessoas são agredidas.”

Elza Pais (PS)

O partido votou contra

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“Dar poder ao Ministério Público, dar poder à polícia para retirar o agressor da residência. É por isto que as vítimas de violência doméstica lutam há tanto tempo: pelo direito de permanecerem nas suas casas.”

Vanessa Barata (Chega)

O partido votou a favor

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“Estamos hoje perante um conjunto de propostas que tocam no coração daquilo que deve ser a nossa prioridade enquanto legisladores: a defesa das vítimas da violência doméstica e a credibilidade da justiça.”

Filipe Sousa (JPP)

O partido votou a favor

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“Sabemos que a violência doméstica é dos crimes que mais mata em Portugal e, antes de matar, infelizmente, destrói a autoestima, isola, condiciona decisões, normaliza o medo.”

Eva Brás Pinho (PSD)

O partido votou abstenção

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“Quanto a uma das alterações ao Código do Processo Penal, no artigo 356.º, n.º 6, consideramos que devia apostar-se mais nas declarações para memória futura obrigatória e imediata nas primeiras 48 e 72 horas, nos casos de riscos elevados de VD (violência doméstica).”

Patrícia Faro (PS)

O partido votou contra

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“Compreendemos, há espaço na especialidade para avaliar artigo a artigo, mas aquilo que me parece verdadeiramente relevante é que esta proposta do Governo dá mesmo resposta e, na verdade, faz muitas alterações à declaração para memória futura, coloca-as de forma central, como princípio primordial, precisamente para evitar que as vítimas sejam sujeitas ao depoimento em audição de julgamento.”

Eva Brás Pinho (PSD)

O partido votou abstenção

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“E, portanto, quer no Código de Processo Penal, quer no regime jurídico da prevenção da violência doméstica, quer no Estatuto da Vítima, o que se faz é, por um lado, privilegiar declarações que são feitas e a sua utilização para memória futura; por outro lado, não permitir que as crianças possam ser substituídas pelos seus representantes legais e, assim também, reduzir a possibilidade que tenham de se defender, ainda…”

João Pinho de Almeida (CDS)

O partido votou abstenção

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“E é também justo dizer que nos últimos anos muito se fez em termos de investimento, de novas respostas, de modernização da legislação penal. E saudamos por isso esta iniciativa do Governo, que prevê vários avanços, nomeadamente relativamente à participação de crianças neste tipo de processos, à introdução de declarações para memória futura e à participação apoiada por uma pessoa técnica especializada.”

Paulo Muacho (Livre)

O partido votou abstenção

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“O desafio do combate aos crimes sexuais e à violência doméstica é grande. Estes crimes não dependem da riqueza produzida numa sociedade nem da sua distribuição, daí a complexidade.”

Fabian Figueiredo (BE)

O partido votou abstenção

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Fontes

Texto e processo no parlamento.pt

Votações e intervenções dos dados abertos da Assembleia da República e do Diário da AR.